27 fev
7:27

Minhas saudações a você, leitor que gosta do xadrez, esse esporte fascinante. Nessas mal traçadas linhas eu venho refletir contigo sobre como esse esporte se apresenta e se mantém em nossas vidas. Não há hora certa para começar a aprendê-lo, mas normalmente os primeiros contatos acontecem quando ainda somos crianças. Ele é um estímulo tão proveitoso para o nosso gênio, nosso temperamento e nosso intelecto que frequentemente nos apaixonamos e não o largamos mais. Assim, nos o levamos conosco em nossas vidas como um hábito saudável e agradável.
Alguns o têm como um hobby ou um passatempo, e outros o têm como uma profissão, mas uma constatação verdadeira é que muitos o têm em suas vidas. Numa discussão pela internet com um estrangeiro certa vez eu citei que o xadrez é o jogo da vida e que suas lógicas se manifestam de diversas formas no nosso cotidiano. Ah, como “apanhei” naquele dia… Porém, eu não abro mão deste pensamento. Veja e tire suas próprias conclusões: eu o utilizo em minha prática clínica, ajudando pessoas a melhorarem a percepção das suas situações problema, reconhecendo os seus próprios recursos pessoais e os entraves que podem ocorrer em seus caminhos quando elas se propuserem a agir em benefício da sua saúde pessoal.
Isso é exatamente o que acontece quando você está no meio jogo de uma partida de xadrez e precisa decidir sobre a direção que você pretende dar à batalha. Você analisa uma determinada posição, define objetivos e elabora planos, calcula a viabilidade de cada um, decide e faz o seu movimento. Na verdade, essa necessidade pode existir o tempo todo no jogo, mas talvez esse momento que eu trouxe seja o momento em que os cálculos geralmente são mais necessários e decisivos. Contudo, observe que esta é apenas uma das muitas contribuições que este esporte nos traz.
Sendo assim, que tal? Não lhe parece um ótimo estímulo para o autoconhecimento e o desenvolvimento de raciocínios abrangentes? Num contexto social e mundial como o de hoje, em que se almeja obter tudo instantaneamente, o xadrez pode ser um diferencial para as pessoas compreenderem e lidarem melhor com os seus desafios pessoais, pois uma importante lição que ele nos mostra é que existe o tempo que nós idealizamos para as coisas acontecerem e o tempo em que elas de fato acontecem. Será?
Jogue e descubra, mova seus peões!

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Alexandre Herzog – Colunista

Colunista mensal da Revista Meio Jogo. É psicólogo (CRP 07/21518) graduado pelas Faculdades Integradas de Taquara (FACCAT), Rio Grande do Sul e também atua como professor de xadrez para iniciantes e em projetos sociais. Pesquisa sobre o processamento cognitivo associado ao xadrez e utiliza o jogo como estímulo para desenvolvimento do raciocínio e da inteligência emocional em sua prática clínica. Retomou sua prática esportiva em 2007 e atualmente colabora na gestão do grupo brasileiro de xadrez na plataforma Chess.com e do grupo Sochess no whatsapp, além de ser sócio gestor e redator no blog de estudos Sochess.org.

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Rogerio Santos

Editor Chefe da Revista Meio Jogo. Arbitro FIDE e jogador de xadrez nas horas vagas, tem contribuído para a divulgação do jogo nos maiores canais de notícias do país.

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