03 abr
7:37

Saudações! Na coluna deste mês venho dividir algumas coisas que eu tenho observado em relação ao xadrez. É comum dizer e é verdade, que ele nos traz muitos benefícios.

Contudo, também é comum dizer que os principais são o estímulo das funções cognitivas como a memória, o raciocínio, a análise, a avaliação, o julgamento e a tomada de decisão. O que também é verdade, mas é menos citado é que ele nos ajuda a evoluir emocionalmente e espiritualmente. Algumas pequenas sutilezas desse jogo podem ter simbologias muito importantes na vida de uma pessoa.

Por exemplo, muitas pessoas acabam perdendo seus jogos no xadrez por terem, num determinado momento, decidido capturar um peão a mais e que estava indefeso de fato, mas isso era nada mais do que uma “oferta” do adversário para lhes distrair e iniciar um ataque. O que isso poderia ter de simbólico? Ou ainda, de espiritual? Simples! Nem sempre o “material” é o mais importante nessa vida. No contexto de um jogo de xadrez ele é sim um fator que desequilibra, mas nesse mesmo contexto há momentos em que não se deve se prender a ele, como nesse exemplo.

Pense comigo, não estamos sempre resolvendo problemas em um jogo de xadrez, sejam eles de ordem posicional, material ou estratégica? Vejo que algumas pessoas que usam o que aprenderam com o xadrez para lidar com suas emoções têm se saído muito bem nessa tarefa. Veja esse outro exemplo: uma determinada pessoa faz comentários maldosos para você por repetidas vezes numa mesma situação. A reação mais natural é você sentir raiva da pessoa, pois é a primeira reação que surge assim como as sugestões dos movimentos do próximo lance podem vir até a nossa mente logo após o adversário fazer o seu movimento. Contudo, como você é um jogador de xadrez, você vai buscar mais algumas sugestões de lances para daí calcular qual seria o melhor para ser jogado naquela situação.

Eu tenho observado que algumas pessoas que têm contato com o xadrez e têm tentado transpor essa situação do jogo para a vida, como uma ferramenta para lidar com ambientes ou situações adversas como a do exemplo, tem encontrado soluções muito mais eficazes do que ficar ou cultivar a raiva acerca de uma pessoa.

Exemplos como esses dois, existem mil outros e quando nós os descobrirmos todos, poderão existir ainda mil outros. Afinal, o número de jogadas possíveis no xadrez é superior ao número de átomos do universo, assim como o número de benefícios que ele nos traz é infinitamente superior ao número de malefícios.

Pense nisso, o xadrez pode mudar a sua vida!

Por Alexandre Herzog

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Rogerio Santos

Editor Chefe da Revista Meio Jogo. Arbitro FIDE e jogador de xadrez nas horas vagas, tem contribuído para a divulgação do jogo nos maiores canais de notícias do país.

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